12.7.06

Ressaca tétrica

Após longa comemoração no Largo de Roma, onde a torcida italiana é mais fanática, volto à atividade de escrevinhador para trazer alguma novidade, já que não terei a ousadia (?) de dizer com quase três dias de fuso atrasado (epa!) que a Itália é tetra.

Novidade:

Marco Materazzi, o mocinho da final de domingo - aquele que levou uma cabeçada criminosa de Zidane, durante a prorrogação -, também é vilão. Aliás, deixa pra lá, veja o vídeo:

www.youtube.com/watch?v=6dj3-UjAGyo&search=materazzi

Sem querer justificar a chifrada do francês, mas esse Materazzi bate certo, viu?!

9.7.06

Verão bronzeado na Alemanha

Após a derrota na partida semifinal contra a Itália (2x0), os alemães tiveram que se contentar com o terceiro lugar na competição sediada no próprio país.

O bronze veio ontem, com a vitória por 3x1 sobre Portugal, treinado por Felipão. Destaque para o jovem Schweinsteiger, meia do Bayern de Munique. Ele marcou o primeiro e o terceiro gols alemães - o primeiro, frango do ótimo goleiro Ricardo, e o terceiro, um golaço - e teria feito também o segundo, não fosse o desvio do português Petit para fazer o gol contra. Nuno Gomes fez o de honra português.

A partida marcou a despedida dos atacantes portugueses Figo e Pauleta e dos goleiros alemães Lehmann e Kahn de Copas do Mundo.

6.7.06

França x Itália. Acaba logo, Copa

Após o vexame brasileiro, a surpresa portuguesa, a eliminação argentina e o choro alemão, chegou a vez da grande final desta Copa de um futebol covarde e sem graça: Itália x França são os últimos sobreviventes da verdadeira batalha que se tornou assistir aos jogos do mundial.

Os italianos têm o ataque mais positivo (ao lado da Argentina) e a melhor defesa da competição: fizeram 11 gols e tomaram apenas um, no gol contra de Zaccardo do empate em 1x1 com os EUA, pela segunda rodada da 1ª fase. Mas os 11 gols em seis jogos estão longe de transformar a Squadra Azurra num time ofensivo. Na última copa, por exemplo, o Brasil chegou à final após fazer 16 gols.

E a França? Ressurge com pose de grande time, que soube vencer na hora certa. Classificou-se aos trancos e barrancos - e em 2° lugar - num grupo com Togo, Coréia do Sul e Suiça, e dava a entender que cairia nas oitavas, ou no máximo, nas quartas. Que nada! Aí apareceu o maestro Zidane, que resolveu jogar a bolinha dele e despachou Espanha e Portugal de volta à Península Ibérica. Mas não sem antes se consolidar como o maior carrasco brasileiro em copas...

Os franceses fizeram apenas oito gols nas seis partidas que os conduziram até a grande decisão. Sofreram dois (1x1 com a Coréia e 3x1 na Espanha). Zidane será uma ilha de futebol-arte nesta final de Copa do Mundo.

Que tristeza!